Muito do sucesso como investidor está na sua capacidade de decisão

Numa frase celebre  o maestro Austríaco Herbert Von Karajan (1908-1989) desferiu:  “Quem decide pode errar, quem não decide já errou”. – Seja na vida pessoal, social ou profissional, há momentos em que se faz necessário se posicionar com clareza sobre situações que podem interferir no  presente ou futuro. Certas circunstâncias, a falta de decisão cria o vacilo, incertezas, inseguranças e prejuízos. Sendo assim muitas vezes a vida exige escolhas objetivas, independente se as mesmas  revelem-se certas ou erradas. Evidente que para cada opção errônea  deve-se refletir buscando aprendizado uma vez que ocorrências  similares poderão se repetir.

Decidir é sentenciar a partir de uma opinião ou um fato. Todos os homens necessitam resolver-se a respeito das suas aflições e futuro. As simples ou mais complexas dúvidas cobram de cada ser reação de definição que em alguns momentos perturbam a mente, geralmente pelo medo do erro incutido em cada desfecho final a conferir. A angústia igualmente colabora como complicador das conclusões definitivas. Perfaz, portanto um conflito psicológico gerando  inquietações  na mente daquele que está por sentenciar sobre algo importante. Mas a decisão acima do erro ou do acerto, é um ato de definição necessária e quando não se assume posição, costuma haver complicações mais a frente. A falta de firmeza, não contribui quando é necessário atingir certos objetivos.

Aqueles que operam mercado acionário têm no  poder da decisão fator crucial para alcançar sucesso na Bolsa de Valores. Operar mercado é profissão, ou pelo menos deveria ser principalmente para os que investem visando o curto e médio prazo, períodos mais sujeitos às turbulências e crises. Se o ato de aplicar dinheiro visando lucro futuro não for precedido  por intrepidez, certamente os riscos serão maiores. E isso é válido tanto para apurar lucros quanto para minimizar perdas. Evidentemente   outros fatores intrínsecos ao tema investimentos devem ser observados. Antes de decidir pela compra ou venda  de  um ativo é de supor que foram realizadas avaliações anteriores  levando assim a estabelecer o ponto de entrada ou saída. Do contrário, será difícil decidir-se por um posicionamento se nem mesmo sabe por que entrou ou está propenso a sair. Mas esse é um outro tema e envolve  planejamento e estratégia, fatores que contribuem para decisões mais equilibradas.

Geralmente as pessoas não se sentem confortáveis em admitir erros ou fracassos.  Como nenhum investidor entra em uma operação na expectativa de perda, é  comum que aceite as quedas sem estabelecer o stop uma vez que tinham como  certo o sucesso na  investida. Se não admitir a possibilidade do mau empreendimento, ceifando possíveis perdas maiores, poderá ver ampliar as baixas, tornando um pequeno prejuízo em um dano excessivamente maior. Já o ato da compra deve ser estabelecido anteriormente e precedido de avaliações, preferencialmente optando por estratégia de entrada seja nos suportes, seja no rompimento das resistências ou quando houver sinalização clara de retomada. Geralmente são momentos de tensão e cobram do investidor decisões firmes. Para amenizar os impulsos emocionais que costumeiramente perturbam a mente, é necessário um bom plano de gerenciamento de risco, seguido com rigor o que foi estabelecido realizando quando os preços alcançarem os objetivos propostos.

No mercado de ações quem não se decide é considerado um indisciplinado. E os traders e investidores profissionais adoram aqueles que não reconhecem o valor da disciplina rigorosa no que tange os momentos de se ausentarem, realizando quando os riscos ampliam as chances dos movimentos irem à direção contrária aos seus interesses. Não se deve ter medo de perder percentual aceitável, mas sim de não se posicionar diante de uma operação que poderá trazer prejuízos e aborrecimentos tantas vezes maiores do que naquele momento em que  foi incapaz de se decidir com destreza. A firmeza e agilidade das decisões são fundamentais para o resultado final das operações, seja para realizar lucro ou minimizar perdas.

Vitória ou Derrota: Uma Questão de Mérito ou Demérito

O medo e a euforia são fatores determinantes para as oscilações dos preços. Sempre que o mercado estiver agitado, certamente um desses sentimentos estará servindo como combustível para determinar os movimentos a seguir. E onde fica a lógica, a racionalidade? Na mente do profissional que se mantém afastado da grande massa refletindo e avaliando à distância o que pode estar por vir. Assim as decisões são tomadas levando em conta os pontos de possível exaustão e conseqüente reversão de um quadro. Compreender as emoções que afetam os investidores através da figura do mercado que espelha a média dos sentimentos é característica essencial dos vencedores. Aquele que permite que a mente sonhadora decida o que fazer, estará a poucos passos do precipício. Na renda variável exige-se decisões firmes, sem espaço para sentimentalismo do tipo: “Ah! Essa ação vai subir, todo mundo está comprando,  e eu vou ganhar dinheiro com ela”; ou “Compra porque está tudo subindo e é hora de faturar grana”, ou mesmo, “Vende porque tudo vai desabar”.

A soberania do mercado não entrega de bom grado retornos satisfatórios para os investidores. Por vezes joga uma isca, fisgando-o para um bom assado mais adiante. Impressiona a quantidade de pessoas com pouco conhecimento que acreditam dominar as técnicas do mercado, operando com grau de certeza assustador. Sem amparos, sem stops, sem planejamento e totalmente sem razão. – Eu que trago uma bagagem razoável, sempre cobro mais, reforçando não conhecer o suficiente, amansando o lado psicológico que por vezes deseja a todo o custo levar-me para o caminho das decisões emotivas. Na bolsa de valores, a certeza é burra. E será grande a probabilidade de ser um fracassado o operador que não estabelece limites nas operações.  Melhor dizendo, estabelece limites na mente, compreendendo a necessidade de focar o raciocínio buscando antever o movimento das massas. Pois a massa estará sempre certa, em detrimento do que um investidor isoladamente pensa.

Avaliações mal sucedidas são realizadas por todos, seja amador ou profissional. O amador continuará acreditando estar certo, se negando a admitir o erro, prolongando assim o martírio e prejuízo. O profissional saberá como proceder antes mesmo de entrar na operação. Um se agarrará à esperança, o outro será fiel à disciplina executando o que foi estabelecido anteriormente, ainda que seja necessário assumir pequenas perdas. O primeiro somente pensa em ganhar, o segundo compreende a necessidade de, antes de tudo, proteger seu capital definindo os limites aceitáveis de perdas. – O operador é o único responsável pelo resultado das suas operações. Não culpe o mercado, porque ele nem o conhece. Não lute com o mercado, mas sim com a sua mente. Não espere por resultados, faça-o acontecer.

Estabeleça e aceite a perda como parte da estratégia

Perder, geralmente remete ao ato da dor, sofrimento, inquietação, impotência. Raramente pessoas aceitam perdas pacificamente, seja na vida pessoal ou profissional. Um simples jogo de cartas, mesmo não envolvendo apostas, tem o poder de deixá-las contrariadas quando são derrotadas, assim como o time para o qual se torce invariavelmente provoca reações de aborrecimentos, sendo a vitória do adversário. – Saber conviver com ganhos e perdas, vitórias e derrotas, é arte do vencedor. A vida não contempla o ser humano com a perfeição em acertar sempre. Já nascemos com o árduo desafio da luta pelo equilíbrio; há que rastejar e se entender com vários tombos antes de se firmar e aprender a caminhar. Mais na frente à competição, desafios e obstáculos cobram de cada um capacidade de superação, conhecimento e determinação, para alcançar os objetivos propostos.

No mercado acionário não é diferente e, certamente, conviver com a perda é a situação que causa mais desconforto em muitos investidores. Não raro, os que operam na bolsa de valores se vêem em posições contrárias às expectativas e planejamento inicial. No entanto, deve-se destacar que, entre a perda e a derrota definitiva, existe diferença significativa. Como no exemplo acima, o seu time do coração pode perder algumas partidas em um campeonato e ainda assim sagrar-se campeão. Portanto, dizemos que as perdas fizeram parte do percurso, mas não impediram o sucesso do planejamento inicial. Quem se abala excessivamente por momentos difíceis, poderá não ter estrutura para manter-se equilibrado o suficiente, mantendo a coerência nas decisões.

O investidor deve contemplar possíveis perdas nas operações como parte da estratégia para alcançar seus objetivos. O percentual para os prejuízos aceitáveis dependerá do perfil do investidor e do tipo de operação a que este se propõe. Operações de longo prazo requerem planejamento especifico, paciência e aquisições regulares dos ativos propostos — uma vez que o preço médio contará a favor das aplicações —, além do uso da Análise Fundamentalista das empresas em que pousam as aplicações, assim como margem mais generosa para o uso do stop.

Curto e médio prazo exigem acompanhamento regular, gerenciamento do investimento com mais destreza, tendo na Análise Técnica um bom aliado para se apoiar. – Já nas rápidas investidas do curtíssimo prazo (swing trade e day trade) as margens para aceitar prejuízos encurtam bastante, tendo o operador que usar da capacidade de especular, agindo nos momentos de força ou retomada do mercado, e aproveitando-se das altas em situações propícias. Essas operações cobram também estrutura psicológica adequada, uma vez que a tensão e pressão costumam ser invariavelmente maiores, assim como os riscos. – Operar na ponta contrária ao habitual do mercado, ou seja, na venda, não muda muito os contextos acima, devendo o investidor acreditar na possibilidade da queda e não da alta.

Aceitando o prejuízo dentro do plano de investimento, o investidor ou especulador de mercado deve definir até onde é aceitável assumir as perdas, na expectativa de ganhos. Como o mercado é cíclico, nada impede que um ativo com valor atual de X desvalorize até Y e, mais adiante, se recupere das quedas e venha a auferir novos ganhos chegando a Z. É importante que a expectativa de alta seja maior do que a de baixa, e que os objetivos de lucros e perdas sejam coerentes, sendo que a projeção de lucro seja maior que a de perda. Citando como exemplo, compra-se por dez, com limite de perda de um, e projeção de ganho de três. Neste caso, se em três operações acertar duas e perder uma, ainda assim irá auferir lucro, desde que os valores investidos sejam os mesmos. Claro que se deve avaliar os prazos aproximados e aceitáveis para o término da operação. A definição do percentual máximo para perda tranquiliza o investidor, uma vez que fazendo parte da estratégia inicial e aceitando que a operação poderá não ser bem sucedida, estará preparado psicologicamente com definição antecipada do risco.

Outra situação que não envolve prejuízos maiores, mas sim gerenciamento de lucro, é que, uma vez estando em um investimento vencedor, com objetivos finais que ainda não foram alcançados, subir gradativamente os valores do stop visando proteger parte dos ganhos até então. Se projetar lucro de 30% e os preços valorizaram 20%, pode-se estabelecer que, caso não chegue ao valor de alta da estratégia inicial e volte em queda, liquida-se a operação ao retroagir a 10% de ganhos. Assim, estará se protegendo de surpresas desagradáveis que porventura o mercado poderá pregar-lhe.

Seja qual for o tipo de aplicação, as perdas devem fazer parte da estratégia estabelecida anteriormente. Aquele que não se propõe a perder, dificilmente vencerá no mercado acionário, uma vez que é pouco provável realizar dezenas ou centenas de operações ao longo dos anos, sem que em algumas delas após a compra os preços não sofram retração. – Importante ressaltar que, uma vez atingido o valor da perda estabelecida, o melhor a fazer é finalizar a operação. Isso se chama disciplina, característica de suma importância para aqueles que operam mercado. – Perder faz parte das estratégias, e saber conviver com esse árduo desafio em aceitá-la credita ao investidor melhor estrutura para operar mercado.

As Divindades da Mitologia II

A oportunidade costuma sinalizar o momento de entrar ou sair de uma operação. O Mercado não engana, mas o próprio investidor costuma enganar-se. Com as facilidades operacionais dos dias atuais, está relativamente fácil planejar investimentos ou especular na Bolsa de valores. Além dos estudos técnicos que indicam as tendências do mercado, a possibilidade de encaminhar as ordens de stops antecipadamente, bem como a qualquer momento abrir e operar pelo Home Broker, realizando consultas pontuais, fez com que as projeções futuras de valorização ou desvalorização dos ativos estejam ao alcance de todos.

Todavia, se é fácil perder, não se pode deixar de reconhecer que igualmente não é difícil se proteger de grandes prejuízos. Mas a esperança… Essa tal de esperança tão nociva para quem opera renda variável, faz com que aquilo o qual deveria ser multiplicação, vire subtração; portanto o melhor a fazer, para não se deixar envolver pelos sentimentos e simplesmente acreditar cegamente, é ser disciplinado a partir de planejamento rigoroso.

Ocasião – esse é o nome da deusa grega da oportunidade. Numa figura representativa, que empunha, na mão direita, uma navalha, simbolizando   proteção contra o mal e os obstáculos a serem cortados no momento que se pressupõe fuga. Portanto, a navalha  serve para não permitir que algo ruim se torne pior.

Entrar no mercado, sem antever a porta de saída, é, no mínimo, uma incoerência. Seja qual for o ponto de saída, ganha aquele que souber o momento de se ausentar. Mesmo numa operação para longo prazo, a ponderação é sabedoria, pois não são poucos os investidores que saem de um lucro de 30% para um prejuízo no mesmo valor percentual ou entram, numa operação, somente na expectativa de ganhos, não vislumbrando as possibilidades de perdas. O fator, que gera grandes perdas, é operar com pouco conhecimento, ingenuidade, otimismo descabido e falta de estratégia e atitude.

Há muitos séculos, os gregos cultuavam a deusa mitológica _ Ocasião_ no intuito de se protegerem das situações inoportunas, na qual se algo acontecesse de errado, a navalha deveria ser utilizada para evitar um possível agravamento. No mercado acionário essa navalha chama-se STOP. Se a Ocasião sinalizar fuga, esteja de prontidão.

As Divindades da Mitologia I

Ploutos ( ou Pluto ), o deus Grego da riqueza distribuía igualitariamente a riqueza na terra. Por ser cego, não distinguia os bons dos maus. Ofertava inconscientemente a fartura a todos. Chegava a passos lentos com uma bolsa na mão e igualmente semeava a riqueza entre os presentes. Mas inversamente à maneira que chegava, partia. Num vôo fugaz, desaparecia na multidão. Objetivava com isso, que as pessoas compreendessem  que a riqueza se adquire lentamente, mas se perde com rapidez.

Na vida destruir é mais fácil que construir. Construção é dedicação, estudo, paciência, planejamento… Construir é desprender tempo para edificar. Na educação, na amizade, no amor, no relacionamento conjugal, no trabalho, na vida social. O tempo é o verdadeiro senhor da vida. O tempo ensina que acertar é mais difícil que errar. Que para se chegar longe é necessário caminhar com determinação. É preciso ter força e perseverança. O que faz um vencedor são os desafios e obstáculos vencidos ao longo dos anos. Não há sucesso gratuito. Não há riqueza sem empenho e paciência.

Profissionalmente várias pessoas se aproximam do apogeu, são bem sucedidas, reconhecidas e constroem bom patrimônio. Vencem a mais difícil etapa  prosperando satisfatoriamente. E então aos poucos vão relaxando, esquecendo dos princípios básicos que as levaram até ali.  Décadas construindo uma riqueza, que se esvai em poucos anos. Valorizar as conquistas e não esquecer a árdua caminhada que o fez um vencedor, costuma ser uma atitude nobre que o faz preservar e ampliar não só o conhecimento como também os rendimentos. Apostar muito do que conseguiu ao longo dos anos, na esperança de multiplicar, sem, no entanto estar devidamente preparado para trilhar a estrada do qual está passando, pode ser um caminho sem volta.

Milhares de pessoas ingressam no mercado acionário na expectativa do lucro fácil. Entram em um novo e arriscado negocio sem orientação, conhecimento, planejamento e sem entenderem de fato os riscos da renda variável. Quem ganha na bolsa de valores, ganha de alguém. Então, outro certamente estará perdendo. Não existem magia nem fábrica de dinheiro. Investir no longo prazo talvez seja a mais segura das aplicações, e costuma ser o mais sensato. Entretanto poucos são os investidores com a concepção de poupar por dez , vinte ou trinta anos para ter a provável e devida compensação. Ainda assim, se as ações de um investidor valorizam-se, é porque outros estão comprando no ensejo de também  auferir ganhos mais no futuro. Enfim, quem gera o ganho são os novos integrantes do investimento no ativo. Se essa cadeia se rompe, os últimos absorvem o prejuízo. Isso quer dizer que sempre será necessário compradores dispostos a pagar mais pela ação, do contrário ela se desvaloriza.

Curto e médio prazo também tem seus prós e contras, porém soma-se aí a intensidade dos riscos. De fato o mercado de ações é uma ótima maneira de poupar e ao mesmo tempo aumentar o  capital tanto com dividendos quanto com a valorização do papel. Mas é um negocio, e de  risco elevado. Se não for para longo prazo, deve-se qualificar melhor, ou buscar profissionais  capacitados para gerenciar as aplicações. E sendo para LP, siga as orientações dos profissionais. Não compre de uma vez só, e sim um pouco em cada mês, preferencialmente ações de empresas com bons fundamentos. Para operações curtas, limite o valor máximo da perda, assim se a operação não for bem sucedida que o desfecho seja conforme o planejado. Em estando ganhando satisfatoriamente ou atingindo o objetivo, realize e volte em outra oportunidade. Nenhuma alta é tão duradoura que não cobre a sua correção.

O Investidor deve  cuidar do seu patrimônio com zelo, utilizando a técnica do planejamento e disciplina. E sempre lembrar da mensagem de Ploutos: Riqueza chega vagarosamente, mas se perde rapidamente.

Deixe o exagero para os que perdem dinheiro na Bolsa

Ser exagerado é ser excessivo, é ser demais. Geralmente o investidor com essa característica está fadado ao fracasso no mercado acionário. Atente-se a um fato importante: Na renda variável, quase sempre que os sentimentos sobreporem à razão, o caminho  certamente estará errado. Por vezes acerta-se pelo impulso de uma possível nova onda de alta ou baixa e toma-se a decisão correta, mas o certo é que mesmo as decisões impulsivas, tenham como pano de fundo a experiência e conhecimento do mercado e não o jogo emocional tão comum na mente do operador.

Alguns pessimistas operam com o pensamento fixo que a  bolsa desabará sem que exista um fundo para ampará-la. Outros de tão otimistas acreditam que não há limites para um índice ou ativo continuar valorizando-se. Nenhum deles tem razão, embora num breve futuro, seja o primeiro ou o segundo, certamente um acertará parcialmente. Operar com a mente fixa em um só pensamento em relação à tendência é tudo que os profissionais do mercado precisam para ceifar parte do capital dos incautos investidores..

- “Vai desabaaar! Agora não tem jeito. Voltaremos lá para baixo novamente… era tudo conto da carochinha”…
- “Vai bombaaar! Ninguém segura mais. Quem não comprar agora perderá de ganhar muiiito”…
Termos chulos como esses acima são comuns de serem verificados nas falas de muitos investidores novatos ou desprovidos de experiência, e percebe-se de imediato o peso do fator emocional carregado nas palavras e frases proferidas.

Porque tantos investidores são acometidos por esses sentimentos?
Um dos motivos é a necessidade de  formar opinião; as pessoas não costumam aceitar suas concepções como errôneas, então tendem a “torcer” para que o movimento do qual se criou expectativa ocorra. Do contrário, terão que admitir o erro de avaliação. E erro pessoal, não é algo que o ser humano  admite facilmente nem para si mesmo, embora seja necessário e somente beneficia aquele capaz de entender os fatos. Entre criar expectativa e operar existe uma distancia considerável no que tange a realidade. Evidente que o investidor  deve ter expectativa de acerto, mas não permitir que a mente transforme em certeza um movimento apenas provável.

Alguns praticamente “adoecem” quando vê subindo o que torciam pela queda e outros incrédulos observam a queda sem acreditarem na realidade, uma vez que aguardavam novas altas. Quando se opera abalado por um desses  sentimentos, o prejuízo fica evidente comprometendo a estratégia e a racionalidade nas decisões. – Não queira decidir sobre o futuro de uma tendência. Deixe que o mercado se encarregue disso.  Permita a moeda girar e esteja preparado para agir, não importando qual a face será premiada. Seja a face A ou a B, não participe como torcedor nem mesmo expectador deste jogo. Simplesmente, esteja preparado (como jogador) para agir, nos momentos oportunos. No jargão popular, dance conforme a música. Do contrário, corre-se o risco de  entrar na festa errada.

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